Por que ainda falamos de Michael Jackson?

Por que ainda falamos de Michael Jackson?

Cinebiografia reacende o interesse do público pelo Rei do Pop.

Texto e edição: Hellen Reis

Este ano, o nome do cantor Michael Jackson, apesar de nunca ter sido esquecido, voltou à mídia com força após o lançamento de sua cinebiografia, no dia 23 de abril. E o interesse não ficou apenas no cinema. De acordo com dados da Billboard Brasil, na semana de 24 a 30 de abril, o catálogo musical solo de Michael Jackson registrou 137,5 milhões de reproduções sob demanda nos Estados Unidos.

Esse número mostra que a relação do público com o Rei do Pop não ficou presa às décadas de 1980 e 1990. Depois da estreia da cinebiografia, o álbum Thriller retornou à Billboard 200. Ainda segundo dados da Billboard, o filme, estrelado pelo sobrinho do cantor, Jaafar Jackson, arrecadou US$ 97 milhões em seu primeiro fim de semana nos EUA e Canadá e US$ 218,8 milhões em todo o mundo.

Nas paradas musicais do Brasil, não foi diferente. Michael também entrou no top 50 de artistas mais ouvidos do Spotify no país. Mas a pergunta é: por que uma história sobre um artista que morreu em 2009 ainda consegue despertar tanto interesse?

Além de ser uma lenda da música pop, Michael também se destacou por músicas e clipes que traziam críticas sociais importantes. Um dos principais exemplos é a canção They Don’t Care About Us, que aborda questões como desigualdade social e violência policial. A música também possui uma relação importante com o Brasil, já que o videoclipe foi gravado em Salvador, na Bahia, com a participação do grupo Olodum, e no morro Dona Marta, no Rio de Janeiro.

Michael Jackson também marcou e se tornou inspiração para gerações de artistas pop que vieram depois dele. Seus passos de dança, estilo musical, coreografias marcantes, videoclipes e performances continuam sendo referência para artistas até os dias atuais.

Por isso, a cinebiografia não criou um novo interesse por Michael Jackson. A obra reativou a atenção do público para um legado que já existia há decadas. O retorno de suas músicas às paradas mostra que, mesmo após anos, sua presença na música pop continua sendo percebida.

Ainda falamos de Michael porque seu impacto não ficou restrito ao período em que esteve no auge da carreira e no topo das paradas musicais. Ele foi responsável por construir uma forma de fazer e consumir música pop que ultrapassa as próprias canções e envolve imagem, dança, performance, videoclipes e a relação com o público, fazendo com que seu nome continue circulando entre diferentes gerações.